
Monte de livros e papéis soltos se empoeiram por aqui,
por sobre a mesa cheia de fissuras e desgastada pelo sol.
Os passarinhos cantam lá fora,
o computador silencia-se aqui dentro.
Eu?
Eu tenho um grito surdo e constante; clama sempre a mesma coisa.
é, também me surpreendo com as aparições, com os segredos e as surpresas,
também fico tonta, inebriada.
Sob o olhar de Shiva dançamos ao som da destruição.
Meu mural, cheio de vida e significados, aguarda o teu olhar aprovador,
minha mesa de cabeceira espera a tua mão curiosa.
E as velas bradam para acendê-las, apenas pra te contemplar.
Seríamos assim em outras circunstâncias?
Seria assim?
O que não se revela, o subtexto...
é tão ou mais,
muito mais?
O que urra?
Calo-me em busca,
silencio-me em nada...
vou, vou, vou
estarás aí?
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