6 de mar. de 2007

"Tudo começou com um sim"


Monte de livros e papéis soltos se empoeiram por aqui,

por sobre a mesa cheia de fissuras e desgastada pelo sol.

Os passarinhos cantam lá fora,

o computador silencia-se aqui dentro.

Eu?

Eu tenho um grito surdo e constante; clama sempre a mesma coisa.

é, também me surpreendo com as aparições, com os segredos e as surpresas,

também fico tonta, inebriada.

Sob o olhar de Shiva dançamos ao som da destruição.

Meu mural, cheio de vida e significados, aguarda o teu olhar aprovador,

minha mesa de cabeceira espera a tua mão curiosa.

E as velas bradam para acendê-las, apenas pra te contemplar.

Seríamos assim em outras circunstâncias?

Seria assim?

O que não se revela, o subtexto...

é tão ou mais,

muito mais?

O que urra?

Calo-me em busca,

silencio-me em nada...

vou, vou, vou

estarás aí?











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