19 de nov. de 2007

Roda da fortuna



Eu estou aqui olhando pra essa lâmpada e eu sei que nada é fixo. Nem ela. Nem eu. Nem ninguém, nem nenhuma situação. Nem os cristais. O movimento é que traz as experiências e torna as coisas marcantes. A mutação. A vida. Isso nada tem a ver com a rotina e a estagnação. Mesmo a rotina, mesmo o dia-a-dia, estão marcados de pequenas ou grandes mudanças aqui e ali. Os olhos mais atentos percebem. O vento que bate na testa, no corpo, no ventre... é isso que ele diz?












E há ainda um mito:

"O eterno retorno é uma idéia misteriosa, e Nietzsche, com essa idéia, colocou muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir indefinidamente! o que significa esse mito insensato?

O mito do eterno retorno nos diz, por negação, que a vida que vai desaparecer de uma vez por todas, e que não mais voltará, é semelhante a uma sombra, que ela é sempre peso, que está morta desde hoje, e que, por mais atroz, mais bela, mais esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor, não têm o menor sentido..."

(Milan Kundera - Cap.1 Insustentável Leveza do ser)

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