12 de jan. de 2008

Incondicional


Escrevo hoje em prosa safada, daquelas que não têm vergonha na cara e nem vontade de revolucionar. Meu negócio todo é com vc. Minha dor maior, meus medos, meus desafios.
Percebi isso não cedo, mas não tão tarde. Tarde não existe no meu vocabulário que deságua sempre na palavra: AMOR. Minha vontade é ter uma conversa honesta, daquelas que se têm com os melhores amigos. Tento enxergar esperança na vida, risadas, diversões, pessoas novas, interessantes, enfim, alguma coisa que me ajude a passar o tempo e curar os meus machucados. Paliativos.
Procuro seus sinais, não consigo ficar longe de suas notícias, mesmo as durezas que escreves, mesmo elas, me impulsionam pra uma coisa ou outra.
Temo é a distância aniquiladora de tudo. Sofía diria pra Rímini: "Diga que se apaixonou por outra, que me odeia, mas não diga que me esqueceu”( mais ou menos isso).Às vezes, acho que sinto o mesmo. Essa coisa doida que nasce dentro do peito suscita as maiores intrigas e explode em desarmonia com o real. Eu queria entender esse processo do “esquecer”- pra mim, tão indiferente. Parece que às vezes consigo levar uma vida normal, como se vc não tivesse entrado nela saltitando e saído correndo, mas aí, qdo penso que estou muito bem e consegui superar tudo: recaída. Qq coisa faz lembrar alguém que a gente não quer ou consegue esquecer. Eu nem sei se isso tudo é imaginação, criação, se essa pessoa que eu acho q é vc, fui eu q inventei. Queria que existisse aquela máquina que apaga as memórias e deixa um vazio, ao menos é um vazio sem rosto, sem gosto, sem gesto.
O pior, meu rapaz, é que eu não quero nada, nada de vc.
E é isso que vc não percebe.
Não percebe.
Nada além do seu sorriso, o mais lindo que eu já vi.
eu devia guardar em reserva uma dose de sorrisos seus,
um de cada tipo, pra me orientar nas horas todas.

Um comentário:

Odradek disse...

Ai........Nesse eu chorei...
Por que o que nos acontece é sempre tão parecido e ao mesmo tempo amiga????
Mas, de mim as palavras fugiram....