
"Ao publicar o meu primeiro livro, a minha sensação é a mesma de quando me desnudei diante do primeiro homem. É a voz do íntimo que aqui se desnuda. Não é o “manto diáfano da fantasia” que pretendo oferecer ao leitor e sim aquilo que colhi dentro da vida, numa ampliação real dos que vivem e amargam sob um sensualismo incontido, e em volta do qual vibram numa inquietante inveja, numa constante ambição e num angustioso duelo entre o Homem e o Dinheiro.
Não quis tornar o meu livro imoral com exaltações de linguagem, tão explicáveis na vida de uma transviada. Quis torná-lo simplesmente real, sabendo-se que pura arte e realidade podem muitas vezes andar de mãos dadas. Tão real que a mera prudência avisa nada terem de comum com o teatro da vida os personagens e fatos nele contidos, senão possíveis coincidências.
Fui buscar nos anais da História a origem da Prostituição, pois o mundo está repleto de sequazes ou discípulos que ignoram completamente como surgiu este culto a cujos altares tantas filhas de Eva se inclinaram ignaras de sua origem. Certo não trago novidades, mas vulgarizo o que a História guarda nos seus arquivos empoeirados e só surge em raro volume especializado que os comodistas não procuram... "
Luz del Fuego, nota introdutório do seu livro: "Trágio Black-out".
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