19 de jan. de 2008

Miscelânea, reminiscências e outras coisas novas e velhas.



Mistura de sons, um tipo de música estranha, lá longe;
o mar quebra aqui perto, o sol forte,
as pessoas se distraindo com algumas coisas, palavras anotadas
em papéis, números de telefone jogados ao léu.
Livros, livros e mais livros, roupa amassada,
cheiro de cigarro, camisinha usada no chão,
fios e cabos conectando pensamentos
e sensações, vida que vai.
Sinto um prenúncio infantil de que as coisas
começam a dar certo. Sempre a mesma impressão esperançosa
e otimista, ou, uma nova-velha perspectiva das coisas?
Cheiro de comida fresca, esquentada no fogão da vizinha,
cheiro de gás escapando,
gatos correm, pulam e brincam pela casa.
Aquela casa que foi de um jeito tão peculiar e cheio de ordens,
revela-se, agora, outra; nova.
Mudanças favorecem mais e mais mudanças.
Necessidades adiadas ou novas necessidades criadas.
A luz branca dá uma impressão pasteurizada de tudo.
Uma régua pra medir, por favor. Vamos medir agora?
Quem? Quem, rapaz?
Competições sempre equivocadas à distância.
Velhas bobagens de egos inflados,
respaldadas por amigos tb velhos e fofocas ainda mais antigas,
do tempo de Dom Pedro, desde que o mundo é mundo.
Virou-se a folha, mudaram-se os hábitos, eles já não mais habitam.
Foi-se.
"It's over, baby!", diriam alguns, com essa petulância e inocência,
tão cabíveis aos que se consideram tão jovens.
Sei lá, o telefone toca e as pessoas sempre cobram alguma coisa, mesmo nas entrelinhas.
O q é pior a cobrança dissimulada e velada ou a explícita,
imperiosa e imponente?
Dizem mesmo que aquele jovem é problemático, q ele não sabe oq quer,
q tem certos indissolúveis dramas carregados de neuras familiares, etc...
coitado.
Eu não escuto muito o q dizem; às vezes, escuto.
A fofoca chega com cheiro de mexerica,
vem lá de longe e invade tudo, exalando-se.;
Ó, q pena!
Talvez seja uma pena alguém pensar q tudo é feito pra provocar e atingir,
Sem perceber, sem perceber.
Eu não percebo. Ou já percebo?
Certas coisas q acontecem não são planejadas por ninguém,
simplesmente, acontecem.
Isso também é tão antigo...
Enfim, sob os olhos de Ganesha, digo:
Vamos viver, vamos viver;
q isso a gente sabe instintivamente.


Instintivamente.

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