
Simpatia listrada,
meio roxa, misturada com chá de limão amarelo.
querelas, dissoluções.
Viva a natureza e o bem da grama podada,
o jardim bem cuidado com fina mão-de-obra
burguesa.
Ó, universitários.
Ó, puritanos!
Viva os amigos furtivos e encontros nefastos.
Viva os quereres escusos e passados revistos.
Já não se pode amar sem concentração.
Em algum lugar, talvez remoto, exista uma ponta de verdade
atrás de toda boa-vontade fingida e traduzida
em gargalhada forçada.
Se vive tanto de mentira, que não há mais qualquer
verdade. Mas o que é verdade no país do carnaval e futebol?
Pairando pelo ar sempre fica aquele desconforto pós-pós.
Alguém (ninguém) se esconde mais e mais, cada vez
mais de si mesmo.
Lembre-se, aquilo é fato.
Tudo está em desacato.
Fuck everyone.
Pego meu violão,
ofereço uma música através de acordes
de outros dedos, outras vozes.
Não sei tocar.
Toc, toc, toc.
Ploc, ploc, ploc.
tic- tac, tic- tac, tic- tac
passa, passarinho.
passa e leva seu canto
a passear.
Passa, borboleta.
Voa de espalha seu dom pelo ar.
O dejeto que sai eleva os espíritos
gritantes, rasteja em suor e
purpurina, pelas cores descoloridas,
em preto e branco ressoa.
tim
tim
tim
cabam
cabam
cabam
me dêem um copo de vinho, por favor.
depois quero aquela maldita coca-cola.
e talvez algo pra beliscar.
ui!
já se foi aquele verão,
a primavera retoma os corações não aflitos.
jamais!
jamais!
Vc quer um pouco?
Nenhum comentário:
Postar um comentário