Cuia
atraca a veia da velha mineira
menina do arco de giz jura que é angelical.
A decisão precisa -
precisa ser tomada
o panda albino do mouse
rato virtual
vejo que os parâmetros são
outros
outras dimensões do astral
viagem e itinerário perdido
no mundo dos macacos
penso na estação de trem
e no avião que não voltou
um dia
um dia
Aracaju ou Salvador?
uma noite
uma noite
a dama da flauta fica Pavarti
impassiva
na Índia renegada de uma vida inteira
colônia da pátria aberta em cores
meditantes.
Coral, colar e anel.
Me arrumo pra sessão das dez.
Pego o trem azul e descambo nas estrelas
dos meus pés.
Por que é tão útil sofrer o fardo de
coisa nenhuma?
Sirvo pra ser coisa nenhuma,
nenhuma coisa que nada
nada a nadar
nada a fazer
nada faz.
perco, perco,
me dissolvo em minhas mazelas
queridas.
Me visto de acasos e
a indumentária é anacrônica.
Já não consigo ser normal,
vivo a doença da diferença.
Um trabalho, um edital, concurso público,
carreira bem formada
nasci pra merda,
merda pura de gigante.
Cadê meu talento, ó pai?!
Cadê minha vidinha mais ou menos, ô mãe!?
Viva a produção!
Qto custa minha realização?
A beleza de ser
do ser
estado alterado já é igual.
Não dá mais.
nada, nada, nada
puta que o pariu,
isso nunca vai mudar!
E a única coisa de bom
que aprendi essa semana foi
tomar chimarrão!
que beleza!
deixo de ser interessante,
sou desinteressante
porque nada
nada
nada
nada.
"...Ó, meu Brasil..."
Um comentário:
Mudar é atual.
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