Já parou pra pensar naqueles dias em que aquelas coisas fazem total sentido na sua ausência brusca e ilimitada de ser? ( o ser)
eu não entendo bem de muita coisa,
certamente não entendo quase nada,
e penso que essa distância e esse ego, de uma forma ou de outra,
me elevam a outras formas de vivência abruptas e desnecessárias,
porém,
infinitamente reais em seu curto espaço de vida.
Me assombro sempre como as coisas se apresentam inesperadas e
vivas em demasia,
fico estarrecida, perplexa, chocada.
Como gosto disso!( vontade de potência)
Queria ser como a trepadeira, que chega se alastrando e invadindo as vidas que seguem desesperadas. Olha, quero muito te dar um beijo, vc tem uma boca bem gostosa. Por que a gente não aproveita e parte pra outras apreciações em milhares de esferas distantes e próximas de sensações desgovernadas e sincopadas?
Vc bem que podia me fazer calar com sua língua de avestruz, que é pra que eu não esconda a cabeça qdo não sei ao certo como agir. Devia me pegar com força, quase na marra, me jogar na parede e gritar assim: LAGARTIXA! QUERO TE COMER!
Ui, isso seria extasiante e, ao mesmo tempo, hilário dentro de nossa divina comédia amorosa.
Sabe que gosto de experimentar outros viveres, esses quereres afins, vidas leves e pesadas, sopro na relva, estio - febre por toda a parte!
como eu, como vc,
comemos nós.
ai ai, vem logo que é pra eu não cansar de esperar por um dia num país qualquer, de preferência sem nome, desabitado e desconhecido, onde poderemos criar tudo, tudo de novo, tudo novo, tudo demais da conta. Quero te comer! Vc abriu minha volúpia e minha carência de carne desconhecida. Voracidade que clama e chora, pronta pra ser apreciada como um livro infinito e longo de muitas páginas, mas que inspira entrega e intensidade.
Bye Bye Brasil, já foi e tudo isso é brincadeira literária, jogo indefinido e amorfo, conceitual e concreto, curto e grosso. Já queria mesmo soltar aquela pipa, pegar o arco e a flecha, apontar minha seta pelo mundo afora.
Eu fui;
rápido demais.
Extrema e veloz.
Já não sei se sou, talvez esteja com problema de auto-percepção. Quero ser OUTRO. Sou macho e fêmea, num mesmo corpo, do mesmo jeito. Quero mais, quero correr, cavalgar, libertar e ser libertada a cada novo segundo velho de desapego da definição.
Tantos livros, variados quereres e todo o potencial recôndito que explode em palavras vazias de ação. Corta! Corta essa, cabra da peste.
Um beija-flor veio até mim, eu tava a dormitar e ele veio -pertinho pertinho! - zumbindo ao pé do ouvido:
Te amo, Te amo, Te amo, Te amo.
Infinitamente, te amo! Deusa de Luz!
Eu bem que acordei e vi a linda cara do beija-flor que me agarrou e me levou aos céus de Krishna em sua asa veloz e desejante. Te amo, Te amo, Te amo, beija-flor.
Tenho sede de néctar, fizemos nossas reservas, agora já não vou mais passar necessidades.
Depois a gente meditou bem em frente ao mar e fizemos amor na beira da praia, com as águas acariciando nossos pés descalços de expectativas escusas.
Como é bom amar beija-flor!
andei por entre portas e janelas de vai-vem infindos e infinitos, no quarto um,
e de outro, no desvão e no descaminho que me levou a um destino torto e impregnado de enigmas, bem ao meu gosto, bem desgostoso,
bem lascivo em sua contemplação de chacal.
Ouve!
Escuta o que o vento te diz ao pé do ouvido,
vê o que a lágrima sussurra em teu silêncio,
escuta minhas mágoas, mago espectral.
Semente divina e descabida.
Ressabiada, descontorce, destorce
e soa
como guitarra espanhola.
Abraços e adeus. Ao deus! Deus sol!
Meu dragão que voa solto de qualquer tipo de alcance, Cora Coralina. Mistura de miscelânea endoidecida - típica de mim, perto de ti. Como se nos assemelhamos, bem aqui e ali, bem Persa, Rei de Tempestades, guerreiro de Ternura. Se nos vemos, vemos! Se vamos, Vamos! mas sigo o meu, teu, sem, seu. Nosso? Posso! qual é o caminho pra o meio sem fim de erro ou acerto possível e passível? e quero, sim, te quero sempre e ainda. e é vc, no lado da minha cama, ao meu leito de núpcias. Sem chance de aperto, perto, longe de qualquer vã espera, esperança tola de dia ou noite enluarada.
Então, houve!
Nenhum comentário:
Postar um comentário