22 de abr. de 2008

Movimento regresso

Retorno de onde parti,
Volto-
outras vontades.
Caminho desfeito e refeito,
Caminho - inseguro e corajoso.
Caminhante noturno.
Não sei. Tudo aqui se perde em sinais herméticos.
E nada de Hermeto a fluir.
Volto. Devo não seguir, já.
Meu prumo não tem rumo.
Aqui não me quedarei.
Volto pros braços do Raso da Catarina, Pros seios de Yemanjá.

Tenho ritos, tenho sede,
tenho amores, quereres,
viveres.
Não mais apatias colecionadas em tardes dominicais.
Quero o som dos atabaques,
o cheiro de dendê,
o calor dos homens de cor,
O suor de quem nasceu da dor.
De quem suspeita
o que é viver.
Fogo de palha não queima o meu coração.

2 comentários:

Anônimo disse...

Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver...

Priscila Milanez disse...

Que lindo, zilá!!! Lindo mesmo! Me leva junto pra esse lugar?? Fogo de palha tb não queima o meu.