Tudo estava claro no quarto, só aquela parte entre a parede e a estante, num canto triste, negro, só ali habitava a escuridão. Uma escuridão lúgubre, nostálgica, melancólica. A escuridão e a tristeza de um saco empoeirado relegado ao esquecimento do tempo que voa, voa, voa.Um saco que guarda muitas memórias – felizes, tristes, momentos de uma vida que já se foi e deixou só o vazio. O vazio só. Ninguém sabe, mas eu fiquei com os dentes postiços. Guardei na minha mala de projetos.
Também peguei pra mim algumas fotografias daqueles áureos tempos em que fomos felizes. Acho que nós também não sabíamos como eram importantes aqueles momentos.
Hoje vejo sua imagem apenas nas fotos, nos vídeos, no que ficou de ti por aí. Nas histórias contadas por minha avó, nos causos dos amigos e conhecidos, nas lembranças dos filhos. Pensei que tudo seria muito fácil. Sempre lidei bem com a idéia do fim, da morte, da perda. Vejo, agora, que o tempo não acolhe. Que não ameniza, não regenera. O tempo faz doer mais, faz vc ter a certeira percepção de que acabou, findou-se uma era. E eu sei, guardo muitas coisas tuas em minhas memórias de pele, de genes, de conhecimento. Mas eu daria tudo pra ter mais um bocado de debates, pra dançar, viajar, cantar as óperas de Caruso, ver os filmes clássicos, ler todos aqueles livros, executar todos os projetos de filmes, tramar e tecer tudo de novo. Porque você foi mais do que um modelo, foi minha motivação, minha força. E isso não acaba. Onde quer que vc esteja, se vc estiver, mando um abraço, um carinho na barriga peluda, uma carta, mil beijinhos e cafunés.
Porque o amor não finda.
Também peguei pra mim algumas fotografias daqueles áureos tempos em que fomos felizes. Acho que nós também não sabíamos como eram importantes aqueles momentos.
Hoje vejo sua imagem apenas nas fotos, nos vídeos, no que ficou de ti por aí. Nas histórias contadas por minha avó, nos causos dos amigos e conhecidos, nas lembranças dos filhos. Pensei que tudo seria muito fácil. Sempre lidei bem com a idéia do fim, da morte, da perda. Vejo, agora, que o tempo não acolhe. Que não ameniza, não regenera. O tempo faz doer mais, faz vc ter a certeira percepção de que acabou, findou-se uma era. E eu sei, guardo muitas coisas tuas em minhas memórias de pele, de genes, de conhecimento. Mas eu daria tudo pra ter mais um bocado de debates, pra dançar, viajar, cantar as óperas de Caruso, ver os filmes clássicos, ler todos aqueles livros, executar todos os projetos de filmes, tramar e tecer tudo de novo. Porque você foi mais do que um modelo, foi minha motivação, minha força. E isso não acaba. Onde quer que vc esteja, se vc estiver, mando um abraço, um carinho na barriga peluda, uma carta, mil beijinhos e cafunés.
Porque o amor não finda.
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