19 de abr. de 2008

pois...

Preparada para a passagem? Talvez, Jogo de Amarelinha e vou. Mas... e se?é, é possível. E se, tb? é, é possível. Cisne que voa perto e expande seu brilho no lago cruzado de amoras amorosas. Me presenteio, me embrulho em perfume e tecido vermelho, pérolas aleatórias e todo aquele afeto, assim, como em oferenda aos deuses, assim, gratuita.
Assim.

Há alguém que saiba uma resposta? E se sim, há alguém que verdadeiramente queira? Produção e criação de personalidades, até então, recônditas em cantos outros, abstratos. Somos? Estamos!Palavra que confunde e voa, que vai e carrega, que eleva e cai.
Personalidade formada a cada novo instante,desconstruída no próximo, reconstruída depois.
Me preparo para a passagem. Os atabaques tocam pro ritual. Onde está aquele segredo que criamos juntos? E onde foi parar toda ? Incerto que quero o padrão. Incerto que vôo no chão. Quê que há? Mas...HÁ? Um rio une uma beirada à outra. Alguns dizem que separa, digo que une. Natureza sábia, sabiá de subversão. Observas quem passa?
Flores no tapete, abraço que acalenta, apertado, gemido.
Espere...onde estou? Passei despercebida por alguém.
Na multidão alheia a tudo o mais e tudo isso me enleva ao décimo quinto planeta da nonagésima constelação de Aurora. Bela Adormecida.
Mulheres falam de carência no corredor,
no som, maracatu,
no chão, gatos escondidos.
Aqui, eu. Vejo portas-retratos coloridos, sépias, preto e branco.
Jorro, gozo, gozoso. Passado, pretérito imperfeito, futuro.
Presente?Sim, um agrado é bom.
"...Ela é mais mais que demais...”
Concordo!Cinema em vídeo e película em mergulho,
afogada em toda técnica e grana ausente.
Povo!
Onde anda Buarque?
Despeço-me, até manhã, depois.
Um beijo.

Um comentário:

Anônimo disse...

O peso de uma sombra (Zilá se foi)

Deixa sangrar - deixe sangrar
Deixa doer - deixe doer
Pois toda dor que se instala
um dia passa, direto por você...

É apenas outra maneira
de se tentar ver

Para que tanto medo de "uma" lágrima? Não.
É o mesmo que uma cachoeira, na queda dágua
limpa você - limpe você!

A canção que nasce, o amor que adormeceu
A brincadeira de quem sabe
o que tem ou não ao se perder

É ilusão o cochicho no coração
ou o que se pensa, que vê?

Qual é a verdadeira importância
do que não importa, quem sabe, já se importou?
E se já importada, parar onde foi?

Aquilo que sempre chega ao mesmo ponto
A busca pelo que é maior, outro maior
Outro eu, outro tu, outros eles
outra ilusão; nós (?)

A espera no porto será sem fim?
De qualquer um, por um qualquer?

Se amor só é bom se doer
Amar bom para ti está longe de ser

Eis uma balança, com um prato suspenso
O outro se encontra arriado
Afinal, fica provado sim, a leveza de uma sombra
E o peso de uma meia paixão só
Que pena e pena...

Já não encontra mais lugar em mim
De você há muito esqueceu
Espera o tempo de voar novamente
Espero, para bem longe, numa viagem só de ida

Mesmo assim, misteriosa mente, sua passagem
não poderia ter sido melhor, silenciosa trouxe
Um bocado de perguntas e mais um tanto de respostas.

Agora podemos brincar