A gente tenta achar uma imagem que caiba
nos sonhos, nas escatologias de todo dia.
Daí a gente tenta desenhar uma nuvem,
e a gente quer que ela dê adeus, diga oi
e até breve.
A gente vê o arco-íris e não entende
daquelas cores todas.
A gente percebe o vento forte e não pára
pra sentir.
A gente segue.
E quase sem querer, de manso e de longe,
a gente passa por um bocado de coisas
que não queria mesmo passar.
Perto, perto demais pra ser de outro. Do outro.
A gente existe.
Existe?
Mesmo.
A gente escuta algumas frases soltas e tenta conectar com
a falta de sentido de tudo à tardinha.
A gente dobra roupa e guarda lembranças daquela brisinha leve de anteontem.
E ele assim: como não(?) - quem quer nada(!) -
pergunta por mim.
(?)
Agora, bem agora.
Algum fragmento de alheamento musical aqui do lado,
vindo daquelas caixas grandes e cheias de propícias sonoridades,
deixa tudo azul.
E hoje,
hoje nem sei de ontem
e de amanhã - quem saberá?
Tudo,
meio nada,
da filosofia matinal.
Vã.
Tapioca e café na cama.
Gratidão do estômago:
cheio.
A gente vai ao mar, escuta os segredos furiosos.
Nada - como que pra aliviar um peso indevido.
Como que pra ceder um pouco.
Como que pra trocar,
tocar
numa abstralidade
azul
de
imensidão,
gozo
e
sombra.
Lá.
(do seu lado)
2 comentários:
Excelente post!
Parabéns.
Gostei muito Zilá?! Tão carregado de imagens e sentires!
linda tu!
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