5 de jun. de 2008

Rei da minha Pérsia


Me encontro numa cidade de interior, na Bahia. A caminho de um destino novo e de um andar incerto. Alguém parou o carro, e aquela letra explode, num mantra:"Have you ever seen the rain?". E me recordo, estava chovendo baixinho quando nos encontramos pela última vez. Uma certeza brota de dentro, sincera e no compasso do universo - a imensurável certeza de te amar e te carregar no peito- e mais ainda: dentro de mim - voamos, cada um na sua rota, mas com os pensamentos, a alma, conectados. Porque o corpo tem uma linguagem visceral e específica, e não nega o que sente. Vive cada momento como único, e transborda em suor tudo que se traduz em expressão vívida e quente.
Disritmia, síncopes, espamos, diástoles.
Um encontro! Íntimo e verdadeiro.
Um encontro de amantes que sentem cada centímetro do outro, que sabem exatamente onde tocar, um encontro de intimidade!
Mais se querem, quanto mais se amam.
E levam no peito os ventos fortes que os impulsionam a seguir.
Agora é hora de voar por aí, sempre sabendo que nos enxergamos tão bem de longe.
Eu volto, mas agora posso acreditar que um dia você virá na brisa quente que vem pro nordeste.

O dragão que você me deu, carrego no peito.
E aquele último encontro -


em cada poro.

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