15 de jul. de 2008

Aquela casa

Ela já ia embora.
Mudou de idéia.
Algo lhe chamou; seguiu a caminhar pelas vielas charmosas de uma cidade antiga.
E foi um encontro.
Mais que bela:
Precisa.
A casa exata, na medida certa- casa da Zilá- tal qual sonhava.
Mais bonita do que qualquer outra. Casa de cenário de filme.
Uma paz a inundou ao entrar naquele mundo... tão seu.
Seu cantinho.
Seu lugar de recolhimento, de encontro consigo e, especialmente:
de amor.
E também de todas aquelas pessoas queridas.
Se fosse uma casa, seria aquela.
Aquela casa.
Tudo na casa cheirava bem.
Como se a delicadeza se concretizasse naquele espaço.
A casa de Zilá.
Linda e serena.
Um novo amor.
Amor que acolhe.
E, ainda por cima, com banheira vitoriana.
Já estava em casa, a ponto de visualizar uma insuspeita situação:
Saudosismo de Gal, na vitrola; boa companhia e vinho, tudo ao pé da banheira, à luz de velas.

Chega de saudade.

5 comentários:

Água - amana - tupi chuva. disse...

Mudou também!
Por fora que reflete por dentro...
Agora que sei que és espelho.
Refletindo consciências e aconchegos, lares e estradas.

Gosto do seu texto.

Sobre o-dia-fora-do-tempo:
O que faz o tempo parar ou correr creio que é o encontro real. As relações humanas.

Sobre seu encontro com a terra:
Uau!Um milhão de palavras!
Nem sei resumir.

rs

Leonardo Vieira disse...

Essa música é maravilhosa, ainda mais fluindo num cenário assim..
Gostei muito do seu comentário sobre os estímulos, ainda não tinha pensado nesse aspecto.
Beijo.

Alpa Zen disse...

Ora vejam, que belo ciclo de pessoas estás aqui a se formar! O que eu poderia dizer... Adoro-a bela e improvável corrente.

Odradek disse...

Zilá, como sempre você remexe meus pelos na raiz.....Arrepio, porque suas palavras,na medida do possível, são lindas como você!Porque nossos ninhos se achegaram na mesma época? somos tão almas-irmãs!!! Fico feliz por saber que você está bem e tem templo agora!!!!
Beijo na nuca!

cisco disse...

um repente-repique-baião-arretado-porreta pr'ocê, menina:

Olá, Zilá, lá!

Encontrou seu canto, seu encanto, por enquanto, e você? Joana, a flor, e eu, o quê?, queremos dar uma volta pelas redondezas de aí perto e te visitar. Detalhes de um plano incerto e trilhas de uma idéia sem destino, mando aviso, espero resposta, mande um e-mail que a gente gosta, ô nega, enquanto sua carta não chega.

Beijos-beijos.

Chicóóóó...