15 de ago. de 2008

Dos dias que passarei em Vitória

- Universo respira e conspira -

Agora, posso ver a cidade com outros olhos.
Enluarada, me recebe.
Arrepio.
Espero.
Quarentena.
Volto logo.
Ou talvez...
desapareça...
mais um pouco.
Um quarto
e todo tempo do mundo.
Sinto o fluir.
E as bênçãos:
Caô Cabiecilê!
OKê Arô!
Minha Mãe,
é um instante só.
Vou correr atrás do zimbe.
Boa fortuna:
A borboleta pousou no meu vestido!


-Paralelismo insólito-

E foi quando ele se deu conta de que
já não era nada.
Amo como um menino,
como um menino que
corre na chuva depois da seca.
Sabe o que é?
Nem sei mesmo se posso olhar no fundo de teus olhos
de gado manso.
Enfim... as coisas, certa hora, perdem a graça.
E há mesmo a hora certa.
Em Brasília, 19 horas.
Mas eu prevejo toda a sorte de eventos qualificados em letras.
Virtualismo.
Ou virtuose?
Bahia ou ES?
Agora ou depois?
Pensar ou agir?
Vou, depois a gente se fala.

- Sensorialidades -

Ele estuda que é pra se virar.
Preto é loiro e tem o zóio azul.
Vida que floresce em qualquer lugar.

Chego rápido, talvez não dê, embora a vontade
não entenda essa situação.
Meu peito clama por teu abraço.
Meu cabelo, teus afagos.
Meu irmão, não demora e a gente passarinha.
Porque passarinhar é de dia.
E o dia é grande.


-Partida-

Um abraço, dois.
40 dias de fé e faca amolada.
Partida...
em quantos pedaços?
Reparto o pão e fervo o milho.
Deus sabe o que faz.
Nem cega, nem brilho.
Irmão, irmã;
a paz!
Nem Senhor, nem mucama.
Intransitvo, mas me ama.

...

2 comentários:

Água - amana - tupi chuva. disse...

Lembrei de você dia desses,
assim sem precisar de motivo,
mas talvez reflexo,
leveza própria de quem reconhece.
...espíritos livres...
Um afago e um sorriso!

Odradek disse...

Maravilhosa!Mavilhoso! Como sempre!!!!Lindo!Lindo!Lindo!