11 de set. de 2008

confusão humana

Não.
Não, ainda não.
ainda não segui...
sem olhar pra trás...
lutar pra me livrar dessa humanidade?
seria isso?
seria?
uma parcela humana trancafiada a sete chaves...
sempre dá seu jeito de escapulir...
revela-se tão próxima,
tão imanente...
e eu...
me lembro dela...
a sorrir...
rapaz de sombra apresenta um imenso e
irrepreensível auto-controle.
Juro, não sabia deste teu lado budista.
E durmo, às vezes, pensando nisso...
o humano que carrego a contragosto
me arranha as vísceras tentando sair.
Do armário?


perfura os tímpanos toda aquela velha sonoplastia.
E aquele povo que pensa que faz diferente?
o mesmo lenga-lenga matinal.
a mesma chama noturna.

em partes, eu lembro...
penso...
e sabe?
a confusão impera nos países tropicais
e aqui dentro de mim...
nem sei,
já nem sei mais.

ainda gosto do vermelho, muito.

e do teu sovaco...


ouvi dizer que você serve pra cupido...

que desvario!

2 comentários:

Jô Rodrigues disse...

Adorei
....
o humano que carrego a contragosto
me arranha as vísceras tentando sair.
....
E aquele povo que pensa que faz diferente?
....
a confusão impera nos países tropicais
e aqui dentro de mim...

Anônimo disse...

prologodemim.blogspot.com

humanisticamente