Braços cruzados,
assim como as pernas.
Sexy, flutuava como as musas da nouvelle vague.
Caminhava certeira
e
um tanto duvidosa.
Rabo de tanajura feita frita
e um cadinho de cachaça:
desce aí!
Não soube jogar - apanhou da vida.
Chaves e molhos,
por sobre a mesa...
espera inevitável
do telefone a tocar.
Desentupia a memória,
até então,
suja de negligente britanismo.
Foi por pouco.
mais um passo e...
pernas descruzadas.
Não era a chuva,
nem foi a buzina,
que mais incomodou.
O sexo.
E aquele buraco
de mania...
talvez um pouco tarada,
de uma coisa se deu conta:
era a hora!
Reviravolta chinesa.
Nem Jenet entenderia,
nem Sartre,
nem Kant,
tampouco
os outros grandes...
aquela sombra anárquica
perseguia.
e, ó...
não é que evoluiu?
mais um passo!
um dia a gente chega.
e os braços descruzados
revêm a memória
esgarçada,
e ainda:
VIVA!
ulalá!
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