17 de set. de 2008

vamos lá

Braços cruzados,

assim como as pernas.

Sexy, flutuava como as musas da nouvelle vague.

Caminhava certeira

e

um tanto duvidosa.

Rabo de tanajura feita frita

e um cadinho de cachaça:

desce aí!

Não soube jogar - apanhou da vida.


Chaves e molhos,

por sobre a mesa...

espera inevitável

do telefone a tocar.

Desentupia a memória,

até então,

suja de negligente britanismo.


Foi por pouco.


mais um passo e...


pernas descruzadas.

Não era a chuva,


nem foi a buzina,

que mais incomodou.

O sexo.

E aquele buraco

de mania...


talvez um pouco tarada,


de uma coisa se deu conta:

era a hora!

Reviravolta chinesa.

Nem Jenet entenderia,

nem Sartre,

nem Kant,

tampouco

os outros grandes...


aquela sombra anárquica


perseguia.


e, ó...

não é que evoluiu?


mais um passo!


um dia a gente chega.


e os braços descruzados

revêm a memória

esgarçada,

e ainda:


VIVA!


ulalá!

Nenhum comentário: