2 de out. de 2008

sussurros

daqui da insônia assolam as primeiras horas,
que parecem tristes de esperar esse novo dia.
ela nem sabe mais o que está fazendo,
tudo parece estar meio estranho...
alguém com mau-humor por não se achar humano,
ronca solitário na janela da incerteza.
e ela, que sente certa aflição nessas anunciadas horas...
cala mais uma vez com o coro de emudecidos.
gritaria se não estivesse rouca, de tanto falar
sozinha.
agora, emite apenas sussuros...
sussuros de paz,
sussuros de guerra.
apenas sussuros.
tropeço, peço, caio,
maio, levanto.
nem estradas,
nem listradas.
continuamos os mesmos,
a esmo no mesmo exato caminho.
nem um passo pra frente, nem pro lado.
e não seria um fardo...
se não fosse toda essa loucura
de dentro.

Um comentário:

Alpa Zen disse...

Quem se acha tão humano? deveria mesmo? Cada qual se acha no direito de acreditar no quer; cada qual tem ou não, o fardo que se impõe.Ah, o juízo das coisas... é mesmo de emudecer!