Na lânguida conjugação de outros corpos, como tempos-outros - incorporam-se certas presenças - devires mordazes e violentos que atravessam a lâmina insensata da vida se corporificando.
Presente torpe, indelével, quase na carne, chama fresca.
Foice enrabando o êxtase das glórias matinais, cheias de halitoses entupidas e cuspidas nas virilhas esquináveis, por onde deambulam as forças irreconciliáveis que lá habitam.
Tal trepidez, alimenta o terceiro, dos olhos de Cronos; convenientemente impassível, aos seus
já devorados filhos.
Quiçá, um outro-amanha seja a noz que falta no doce insosso deste futuro atual, desabitado de memórias, tomado e previsto pela velocidade tecnológica atroz.
Ou ainda: que o todo do Tempo largue de mão este de hoje, por ora, torto e apoiado; que abandone de vez a bengala dos ponteiros e segundos; que mude os rumos, e deixe pra trás toda a hora marcada em direçao às empresas - que hoje estão sutilmente incrustadas nas mais pequeninas sinapses da gente.
Podia até mesmo virar estado;
de gelo.
Porque sólido - embora líquido - se manteria por muito pouco; e logo, então, com o colapso das esferas, o aquecimento global e as previsões apocalípticas - que parecem ansiar por fins hercúleos quase tão ambiciosos quanto os começos criacionistas- racharia de vez toda e qualquer atividade sórdida constituída nas horas práticas, deste tempo-dinheiro duvidoso e escuso, numa quase síncope autoimplosiva.
e, novamente, volvendo-se aos corpos que afentam-nos, que os bons, venham dos encontros;
porque aqueles outros, cheios de grandes olhos embaçados e nao-revelados, perscrutando por detrás dos óculos: - que explodam suas órbitas!
Posto que, sem coragem, sujeitam-se a tudo, porém, imbuídos estão, quase sempre, dos mais vestigiosos e ignóbeis princípios e envoltos, tão somente, nos "eus", talvez não vejam - excluem, de vez, o Outro.
Que a rapa, vá até o tacho, que cambiemos, criando outras- novas- reveladoras composições, sem mais cegueiras concedidas.
Espraindo volúpia ativa, na criação ressonante que atravessa, captura, desapossa , invade e deborda qualquer uma dessas muitas palavras-cuspe;
Cuspidas, oxalá, nos interstícios dos rombos negros, tempos-outros corporificando-se, para além das cosmogonias, no para além do cérebro, além e aquém à qualquer identidade.
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