Ouvia a lua mansa que dançava no céu: ele tinha feito aquela lua lá no céu ficar mansa.
E a gente fazia tantas coisas e, ainda assim, às vezes, tinha a sensacao de não fazer...
era deus que dizia ao pé do ouvido: escuta, você é bom, você pode e tal... enfim,
coisas que no meio do turbilhão de emoções e tendências momentâneas até lembram um papo auto-ajuda, mas que no fim, zero a zero, funcionam - um puta dispositivo.
bebia um vinho vagabundo, com gosto de anteontem, mas queria mesmo bebericar algum vinho, ainda que fosse vagabundo...
não costumava mais gostar do entorpecimento, mas precisava ficar no limite, no limite da razão e da desrazão, onde tudo parece possível...
ele tocava o musical infantil pro filho no tecladinho... enrolos até que chegasse o sono...
ela suspirava... e o copo vazio...
queria mais...
3 comentários:
Ah! um copo vazio...
um limite. uma fenda. uma lua.
alma bebericante de rubro-vinho, qualquer que seja...
em busca de terra e céu. Fronteira.
vazio. é o segredo.
vazio de tudo!
e a melodia pode travessar liames.
pode fazer dormir.
pode entorpecer.
pode.
e a lua lá.
pra testemunhar nossa pequenez-bondade.
assim, Flor de Lis, essas sensações tão doces, tão doces. De ter paciência com a vida e bebericar o vinho. Devagar e suave. Enquanto o menino brinca.
Como te acho?
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