Devo forçar.
Arrombo esta porta.
com o pé ainda suspenso, observo meu sapato vermelho caindo com o movimento da perna que desce, o chão verde recebe a pancada, acolhe o insulto.
Devo romper.
Acabar com as mornidões de seus chás de espera, chamar tua cara de roxa e deixar o pau de lado.
Era como aprender a fazer bola de chiclete... evasivo...
assimilar os milhões, neurônios, plutônios e placas que se deslocam por debaixo da terra.
Vieram de paragens distantes, onde o deus virou comércio. A esta hora havia oração, culto, manifestação. ô, meu Deus!
O que faço comigo?
Devo permanecer.
largar a impaciência e deixar o rosto roto, reto, largo, abstrato, palhaço... de expressões inexpressas, presas...
presa de cachorro, filhote à venda.
na dúvida, não ultrapasse...
o que dizer mais? depois disso, todo o risco virou loucura, maldição, estupidez...
socorro, insana, sigo.
quero verde, quero ter-te, quero-quero e sabiá
hoje foi: tô fraco, ganso faz qüem-qüem...
non sense sigamos
Devo virar
cigana, malê, jabuticaba,
pular amarelinha só pra ir ligeiro do céu ao inferno, e não temer a eternidade
instante, viro, giro, piro...
2 comentários:
Forçar, romper, permanecer: a vida mos inquirindo, nos querendo, nos desafiando.
Nada é certo, é certeiro, é certeza... até que feito. O feito, o que não pode ser desfeito, nos alumia, mesmo que em fogueira de frágeis gravetos, de fogo miúdo.
Ao final fica um quero, um desejo, um pássaro para ser solto deste instante de tontas, tantas perguntas.
Um beijo.
Te acompanho! Dia 27 estarei por estas ilhas!
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