17 de jul. de 2012

à deusa

A deusa me fechou as portas do seu oratório.
Cansou de minhas promessas não cumpridas, meus apelos, meus apegos.
A deusa cansou de minha vida reticente, da incerteza intermitente, da falta de equilíbrio.
A deusa se fez de rogada, me virou a cara e todo o seu amor.
A deusa me desdisse, me puniu de seu paraíso privado, me ignorou.
A deusa se irritou com meu excesso de humanidade, minhas falhas, minhas virtudes, me maltratou.
A deusa pensou que eu fosse séria, quis que eu fosse crente, me abandonou.
à deusa, minha última súplica, que vai de encontro aos muros que hoje a protegem:
ó deusa murada, mulher como eu, guerreira e armada, não me negues teu amor!

Um comentário:

L. disse...

Estava com saudade de ler, ouvir, sentir a palavra da Mulher-Deusa-Paula-Zilá.