3 de abr. de 2007

Rebelde sem causa?


De vez em qdo eu sento aqui tento escrever algo interessante, pretensioso, quem sabe até genial ou estúpido, há tempos não consigo, não vem, não sai... acho mesmo que nunca consegui; tanto faz, hoje tudo é irrelevante, amanhã quem sabe... amanhã eu posso me encontrar, me perder, achar o caminho do meio, o paralelo, o alternativo, o padrão, ou nada... ou tudo, ou essa dicotomia estúpida dessas afirmações ainda mais estapafúrdias. Resolvi escrever qq coisa mesmo, sem compromisso. Como de costume, me escondo. Escondo a falta de talento e conhecimento nessas afirmações "pós-modernas". Hahahaha! Somos todos pernósticos, isso é inegável, essa classe de cults que não se dizem cults e criticam os mesmos - no fim das contas, todos simetricamente semelhantes: os indiferentes! Não quero ser poeta, nem gênio, nem Clarice, nem Caio, nem Dostoievski, nem Marx, nem nada... quiçá deixar os meus dejetos soltos, como um animal q naturalmente expele suas fezes nas esquinas assépticas de Jardim da Penha, de Duque de Caxias, de Paris.O meu querer é uma representação imanente do não-querer, ou vice-versa.Em outras palavras: nem sei se quero, talvez desqueira. Seria isso um querer?
Uma idéia me agrada, pensar que vc acha isso tudo ridículo, sem conteúdo; "apolítico como os baianos, alienado", vc diria. Só não se esqueça que eu não moro na filosofia, nem moraria se vc me chamasse, eu acho... se morasse não seria acadêmica... hoje,  moro na merda mesmo, e posso dizer que até gosto desse caráter escatológico. hahahaha E a minha intuição nunca foi ruim, nem boa... vamos deixar os parâmetros pra quem goste deles, eu, particularmente, não sou muito chegada em definições. Quer saber? Não, não quer. Nem eu! Não tenho mais saudade de nada, não sinto mais ausência, estou indo pra um outro nível, talvez um que vc - ele, ela, aquele outro- já tenham alcançado há tempos: a porra da apatia! Agora eu sou uma puta apática, no duplo sentido, se preferir! E esse povinho daqui, do lado de cá das paragens, um bando de fofoqueiros, ficam o tempo todo a mensurar e pontuar os excrementos alheios. Deviam mesmo é cuidar da própria vida, gozar um pouco, quem sabe!? Eles tb, q se fodam! Citando Caetano: “...todo mundo quer saber com quem vc se deita, nada pode prosperar...” Juízes do cotidiano, ficam o tempo todo batendo seus martelinhos inúteis e indignos, medindo os segundos sorvidos pela merda maior. Vão pra porra, vcs também! Tou mesmo de saco cheio de toda essa falsidade imperiosa! Adeus, Lênin! Acho que prefiro, me contradizendo, morar na filosofia, pelo menos lá existe sinceridade, ainda q contida.

2 comentários:

Odradek disse...

Ai amiga!...........Visceral, você demais! você não vê que já chegou onde busca?! É por isso que vc não percebe o deslocamento. Sua escrita é você descrita...Fantástica! Você já chegou, agora não pára não que eu estou quase lá!....Hehehhehhe

Babs disse...

Paula ... Paula ...
Você precisa sair de Vitória urgentemente. Já nem tem mais a ver só com trabalho, ou pura experiência de vida, já virou uma necessidade sanitária!
Vem pra cá! Vem para a filosofia! Vem para o lado negro da força!
Bjos