18 de mai. de 2007

19 de maio

Minhas forças estão se esvaindo, não sei como sigo quase ereta.
Sinto falta de tantas coisas que já nem me lembro as cores, a textura, o sabor.
Sorrio bastante, mas por dentro minha alma chora, grita, se desespera. A incerteza do dia de amanhã me dilacera, me transporta pra lugares e níveis q ainda não sei. Não sei o que esperar, nem o que virá. A morte ronda minha casa, minha vida, meu eu, me sussurra baixinho: “eu vivo!”
Queria muito negociar com a implacabilidade do destino, mostrar pra ele que
algumas coisas não têm sentido. Chamá-lo à razão.
Puta que o pariu, pra quê tudo isso?
Seria tão simples ouvir as pessoas e suas vontades, fazer pequenas trocas e concessões.
Eu, de bom grado, abriria mão desta vida. Se tudo é nada, então pra quê temer?
Acontece que algumas pessoas sabem administrar o seu nada melhor do que outras, sabem aproveitar mais esse nada em que vivemos, criam efetivamente alguma coisa, trazem dentro de si a chama fulgurante e vivaz. Acho q essas pessoas, esses seres criativos e maravilhosos, deviam viver muito, centenas de anos, e bem. E nós, nós os apáticos, não precisávamos nem nascer, podíamos oferecer nossa existência, nossa vida, nossos anos p/ esse grupo de pessoas que sabe ao que veio e que vem p/ alguma coisa. Qta vitalidade eu vejo nessas pessoas, como isso me é estranho, me soa distante, inadequado. Ao mesmo tempo, é disso q eu preciso, é isso q traz valor, sentido, êxtase. Não, não é análise. É constatação.
O fato é: não sou. E só.
Transfiro e transferiria sem pestanejar. Infelizmente isso é realidade
e a ficção cairia bem nos livros, nos filmes. Mais ainda: agora, aqui.
Te amo tanto e vc é o meu sol, minha luz, minha vida.
Se um dia vc sumir, no mesmo momento eu sumirei. E o pior é q nem posso te falar isso.
Não agora, pra evitar nostalgia e desconforto.
Obrigada por tudo...
por mim, pelas canções, composições, pelo marxismo, filosofia, pela forma bonita de ver a vida, pela realidade, pela inteligência. Por ter tido a oportunidade de ser sua. Espero comemorar mais um, dois, dez anos ao teu lado.
Que este 19 de maio esteja por muito presente.




No meu coração, na minha alma: sempre!

Te amo, Vô!





Um comentário:

Blog dos alunos Allan Diego Brito, Matheus Bolognini e Danilo Ferraz da Disciplina: LABORATÓRIO: REVISTA Turno: NOTURNO. Professora ANDRESSA ZOI NATHANAILIDIS disse...

paula,eu ja falei,mas vou repetir,quando vc precisar de qualquer coisa,pode me ligar a qualquer hora que vc quiser.

beijos
danilo