2 de out. de 2007

banho de jasmim


Banho de banheira.
Um costume um tanto burguês, de fato.
Mas, sem dúvida, delicioso.
Meu pecado, ó pai, é viver pra os pequenos prazeres cotidianos.
Sais, espuma, cuidados especiais...
banho de banheira, algo que eleva a estima?
bem, não sei se é pra tanto, mas, sem espanto,
continuo a banhar-me.
Entre uma espuma e outra, pensamentos não tão cheirosos e limpos, insinuam-se através do cheiro de jasmim. Pra mim, nada tão cheiroso é de se acreditar assim.
China, Rússia, Afeganistão?
E eu vendo o mundo através de pequenas ricas bolhas de sabão.
Desvio o pensamento e continuo a banhar.
E viva a alienação do pequeno burguês que se orgulha de não ser criminoso, nem ladrão.

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