11 de nov. de 2007

INevi tHabilidades


Desistida de por quês
Vestida de absurdos
Carrego o peso da transmutação em meu pescoço
Morro
Morro
Morro um tanto.
Ressurjo.
Desnuda à beira de um rio de ilusões.
Vivo
Vivo
Vivo um tanto.
Alimento memórias invertidas.
Minha carne se despe, os ossos saem.
As vísceras sem embebedam de tanto pavor.
Estou ao avesso.
Sou um corpo ríspido, cheio de agoras.
Engulo a tempestade,
Derreto o desengano.
Sou a loucura solta, o descontrole do abandono.
Sem quereres, sem desejos, me vicio na frustração,
No desassossego.
Obrigada por ter me matado.
Precisava mesmo morrer um pouco.
E você sabia, só você podia cumprir esse papel.
Meu doce algoz, quem será que foi mais carrasco entre nós?
Parto amanhã, já não preciso, não posso seguir assim.
Parto para poder renascer, até que um dia morra de novo.
Dou espaço pro acaso. Desisto de dores regadas no meu jardim.
Alguém que me entenda, brinde comigo.
Estou infeliz, mas sóbria.
Não consigo embriagar-me.
Minha vida é um conto que vai ganhando corpo na boca de cada um.
Só que todos habitam o hospício.

Caio, caio, caio.
Estou estatelado no chão.
Bem caída.

Como é bom admitir!
Sem me esconder dos comos,
me visto de sem por quês.

2 comentários:

Odradek disse...

AMEI. Ponto final. obrigada pelo elogio ao dizer que parece as minas coisas.
Ponto final com amor!

Babs disse...

Ok...