25 de fev. de 2008

Pêra Asiática


Sinto fome. Ronca.
Nunca é certo o talvez iminente.
Um belo fim.
Fim-de-semana.
Duvidoso.
Gosto de um jeito novo, quase tranqüilo,
bem apropriado ao tempo quebra-cabeça.
Desperta o desejo desnecessário,
rompe os elos e alcança a morte por uns segundos.
Me surpreende.
Antes não te vi?
É raro, bem raro.
De gosto, de gesto, de resto.
Dá pé daqui?
E agora? E se a gente naufragar?
Será que você vai entrar pro meu caderno?
Um dia esperei, esperei bem.
Esperei o que não se espera e vivi, vivi
chorosa.
Mas isso passou.
Like You said: " All the things must pass".


Esculpida de novas verdades incertas,
apreço por quebrar os trejeitos.
Mesmo de insana se faz certa, de
estúpida, revelada.
Descobri.
Pra você guardo
as auroras
de repente.
Do repente.
Um novo
gargalhar
desnudo das amarras.
Aguardo, de longe, à espreita,
o teu doce.
Realidade
se inicia como cheiro de jasmim.
Onde toca já é seu.
E meu.
Incertos apetitosamente.
Pã, Shiva, Kundera e Lancelote.
Do acaso cúmplices
caso amanhã.

Bom da pêra,
pêra asiática.
Vitorioso.
Vence comigo,
ponta-cabeça.

2 comentários:

Anônimo disse...

Tenho pensado: em que medida somos responsáveis pelos incertos caminhos que tomam nossas vidas a despeito de todas as nossas escolhas tão incertas quanto inexatas e sem erro? E o mais extranho é que no fim das contas reta algum sentimento de satisfação consigo mesmo...

Chico

Anônimo disse...

E o mais estranho é que no fim das contas resta algum sentimento de satisfação consigo mesmo...

é isso.