
Lembro agora do sabor suave
que depositou em minha boca.
Do toque hesitante.
Do desejo latente.
Quero você pelado
junto dos gatos
ronronando em meu ouvido.
Quero teu calmo miado,
gemido e adocicado
temperando insensatez.
Tua juventude benigna
tocando acordes
em harmonia com o silêncio.
De ingênua felicidade concreta,
tua risada espontânea.
Teus espasmos sinceros na freqüência
do acaso. E no brilho
das estrelas tua dança momentânea.
Deixe seu tom,
me venha pela noite
perguntar sobre amanhã.
Queira novo giz,
nova escola e professor.
No raio primeiro da manhã
faça novo som.
Teus tons, teus dons,
teus bons.
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