21 de mar. de 2008

Carta

Anônimo, penso tantas coisas.
No meu mundo, quase irreal, vc ocupa tantos papéis q eu nem sei quem
é e como pode chegar aqui, até mim.
Quem é vc? Isso pra mim já pouco importa.Se é homem,
se é mulher, indefinido.
Se é 1, 2, 3, 10, 20, se sou eu em noites sonâmbulas
q escrevo pra mim mesma e não sei, já não faz diferença.
Se é quem eu gostaria q fosse ou se é um ilustre desconhecido,
tampouco importa. Oq vale é a sua estadia. E o movimento q vc cria em
minha inconstante e sumária desregração vívida.
Vc quer saber de mim? Quem sou? Se sou alguma coisa?
ou etc?
eu quero saber de vc? quem és, se és, etc?
Me deixe, se possível, algo a q me ocupar,
algo pra distrair e enriquecer,
alguma jornada nova e prazerosa,
pq eu sei, vc gosta de indicar.
Aqui, nesse universo de anonimatos,
onde nem sou eu, nem é vc, e não existe o ser,
seremos algo outro, transpondo qq coisa extra.

Um abraço.

2 comentários:

Anônimo disse...

agora somos muitos?
senti falta de escrever e de você.
Felicidades...

Anônimo disse...

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.