Escrevo; agora, nua.
No reverso da página, do lado contrário:
OPOSTA.
Sigo só.
E observo, maravilhada, a distinção de cada trilhar.
Meu peito aberto sempre espera
Um Pouco Mais.
Não muito.
Economia de sentidos.
E o meu modelo incerto, sob os meus abnegados olhos da vaidade, me cai bem.
Às vezes, mal...
Meu Pai diz que eu não raciocino direito...
pode ser que ele tenha razão.
Inevitavelmente, me pergunto:
É isso mesmo da vida? Esse caminho?
Aí mudo.
E emudeço.
Transverso.
Tem vezes que dá uma vontade de hibernar.
E a gente foge...
Sinto muita saudade...
boa parte do tempo...
quisera eu não ser assim tão apegada.
Tenho casa, sei cozinhar, um quase- emprego. Padrões? Posso casar?
Não, Vovozinha, o buraco é mais embaixo.
Não, Pai, não sou cautelosa.
Não é isso!
Sigo.
Durmo com Odara.
Quero re-significar.
Um dia...
talvez eu abandone a Zilá no pé do altar.
Quero menos palavras na vida.
Quero mais:
con-TATO entre nós - humanamente possível.
Fico pasma com a conexão que temos...
Senti o cheiro do seu sovaco polvilhado hoje à tarde, homem alérgico.
E qdo cheguei aqui tocava Beirut.
Sinto que qdo me distancio, vc sente e se distancia.
Qdo me aproximo, vc tb sente.
Vice-versa.
Antes de vc me escrever, sonhei com vc.
E no meu sonho, de repente, aparecia um homem de costas, qdo se virava tinha um livro nas mãos e muita luz saindo de lá. Olhei oi rosto, era vc.
No dia seguinte, vc escreveu.
É dessa conexão improvável que eu falo.
E a ela me refiro.
Foi bom te sentir tão perto.
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