30 de set. de 2008

qualquer hora

Uma falta de ar inaugura as entranhas expostas ao meio-dia.
Passeia, absorta, por entre abajoures rosa-choque.
Cigarro reprime a intenção do modo:
vive, vivendis, de anestésica melancolia.
Era apenas, penas e muito mais:
passáros noturnos, aves de rapinagem, capinam.
Sonhos ternos, eternos de chá verde.
Foi-se a era.
Casava-se, agora.
Sem menos, já demora.
Sexo inseguro e tudo que vem de baixo,
zona erógena, erótica, rebela-se:
venha cá, esquimó! e toda a paciência das zonas glaciais
acabam em libido excessiva, de braços abraçados de desejo sórdido e
roliço.
Redonda ao quadrado.
E os espirais que seguem sem saber que são seguidos de tamanha devoção
cristã.
Baby, romã de sangue e carne repulsada.
era isso,
e, talvez, muito mais.
Era aquilo e, talvez, muito menos.
Sonhava dormitando, acordada que via tudo de cabeça que quebra
de joanas e chicos, que esperam o ar do dia caminhante de bahia
pra fazer nascer o sol da meia-noite.
que nem na noruega, mas eu prefiro o de perto, daqui mesmo, desse lugar.
cinema de novo, novo cinema, cinema novo.
lá vou eu, eu vou lá, de cinza pra vermelho, de oxóssi pra oxalá.
mãe: benção-pós barba e moderna - vagueia nas estradas da br 101.
she lives on love street.
Yes!
e ele toca pra mim...
a qualquer hora, numa hora qualquer.

2 comentários:

Jô Rodrigues disse...

Ei,
Adorei isso...

"e toda a paciência das zonas glaciais"

. disse...

Vamos começar a filmar hoje!