28 de out. de 2008

Des- esperança

Quando a gente, enfim, ou nem tanto, se dá conta do tempo,
aquela ventania sacode aqui dentro, e os passos, antes seguros,
passam a oscilar, uma vez mais: incertos.

Insanos, navagendo na contra-mão do
caos vigente na cidade
de sonhos frustrados
e piadas, que jocosas, nada valiam.

De nada, agradecemos os agradecimentos.
Nostálgica certeza de se esparramar em outros cantos,
conto do canto da cama de alguém.

Vieram as setas, magnânimas de rodopiar: apontaram o nada.
Ao meu vazio, vazio este que brota aqui dentro,
ao teu vazio, vazio este que brota aí dentro: brindo!


Tim-tim


E vamos lá, seguindo em frente...
sem perceber tanto, nem tão pouco.

3 comentários:

Água - amana - tupi chuva. disse...

Do vazio viemos,
Ao vazio retornamos.
Não?
Simples como respirar.
O vazio é que nos move.

Odradek disse...

Quanto tempo!........................

Anônimo disse...

Pois veja...
Talvez o que nos tirou de uma caverna, tenha sido a esperança de encontrar a luz que ilumnava um novo mundo.
Porquê nos sentimos felizes?
Por mudarmos, percebe? Mudar sempre acaba nos colocando em novos rumos. Enxergamos novas cores... outros horizontes.

Sou suspeito!