31 de out. de 2008

um pouco do muito daqui

Suspiro.
O vento, uivando nervoso, açoitava o corpo desnudo de qualquer interesse.
Não olhava as auroras como em outras ocasiões, nem entendia tão profundamente a melancolia da vida de cada dia.
Mesclava em si um certo frescor da juventude com pinceladas rabugentas e sábias de uma velhice anunciada.
Ventania.
As portas se fecharam num estrondoso barulho protestante.
O que seriam das flores?
Apolínea.
Ele não é de nada.
Vamos pagar. Vamos todos pagar.
Nem uma fresta podia ser invadida.
Memória compartilhada em novos rostos – mais um jeito de te reinventar, meu caro.
Mais um jeito
E você não devia ser de nada...
Não devia...
Suspiro.


Quem é você?

Mais...

Mais do mesmo!

Como a gente se repete, caralho!
Suspiro.
O vento, uivando nervoso, açoitava o corpo desnudo de qualquer interesse.
Não olhava as auroras como em outras ocasiões, nem entendia tão profundamente a melancolia da vida de cada dia.
Mesclava em si um certo frescor da juventude com pinceladas rabugentas e sábias de uma velhice anunciada.
Ventania.
As portas se fecharam num estrondoso barulho protestante.
O que seriam das flores?
Apolínea.
Ele não é de nada.
Vamos pagar. Vamos todos pagar.
Nem uma fresta podia ser invadida.
Memória compartilhada em novos rostos – mais um jeito de te reinventar, meu caro.
Mais um jeito.
E você não devia ser de nada...
Não devia...
Suspiro.
Quem é você?

3 comentários:

Felipe disse...

tipo uma canção meio juventude meio psicodélica

Anônimo disse...

Basta que vc esteja na padaria certa. Entregar-lhe-ei o troco exato.
Confira, mas acima de tudo, saberemos quem somos nós... além de quem sois...

Água - amana - tupi chuva. disse...

Quem é você?

...

Insisto em dizer
do bem que me fez,
do pedaço teu que ficou:
o reconhecimento da beleza
do lado mais humano,
como imperfeito e inacabado
que é ainda mais belo por assim ser

Não por que seja mais ou menos humana, perceba
Mas por orgulhar-se.
É lindo!
:)

Ah, o que são sombras?
Nem são as sombras que me apavoram.
Um dia veremos, sim.
Castelos de areia e encontros reais.
Nossas construções.

Já pedi ao vento que me sopre
pras bandas daí nessas brisas
que você tanto fala.
Veremos sim.

Sim.