um banho de merda,
a gente pode tomar,
rindo de tudo.
antes do galo cantar às 4 da manhã
recebi, cedo,
o sonho e o telefone,
concatenados, tocam.
o banho, em seguida,
de merda:
batizada, nesse universo
cotidiano de escatologia.
a gente se engana tanto,
boa parte da vida passa,
alguma coisa, achando -
no fim, não é nada.
com a dor, lidar
com o vazio, deparar.
nada mais que o caos se instaurou
dentro dos 7 buracos da cabeça,
negro buraco da vida...
na insensatez, passeio.
já não quero mais nada,
uma coisa qualquer,
nem espero.
à luta, vamos.
já passou da idade,
beber no meio-fio
o tempo curtido, certo.
curtido de cachaça
ego e bobagem.
pelo perigo passar e olhar os esbugalhados olhos do
escuro...
se ajeita, tudo, no final.
tudo...
ou boa parte.
Um comentário:
Gosto da forma que faz com que merda vire poesia.
Escatologia poética.
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