21 de out. de 2008

batismo

um banho de merda,
a gente pode tomar,
rindo de tudo.

antes do galo cantar às 4 da manhã

recebi, cedo,


o sonho e o telefone,

concatenados, tocam.


o banho, em seguida,

de merda:
batizada, nesse universo
cotidiano de escatologia.

a gente se engana tanto,
boa parte da vida passa,
alguma coisa, achando -
no fim, não é nada.

com a dor, lidar
com o vazio, deparar.
nada mais que o caos se instaurou
dentro dos 7 buracos da cabeça,
negro buraco da vida...
na insensatez, passeio.
já não quero mais nada,
uma coisa qualquer,
nem espero.
à luta, vamos.
já passou da idade,
beber no meio-fio
o tempo curtido, certo.
curtido de cachaça
ego e bobagem.

pelo perigo passar e olhar os esbugalhados olhos do
escuro...
se ajeita, tudo, no final.

tudo...


ou boa parte.

Um comentário:

Água - amana - tupi chuva. disse...

Gosto da forma que faz com que merda vire poesia.
Escatologia poética.