Estou no baixo de sol, deixa pra lá...
isso quer dizer, pra todos aqueles que acreditam em astrologia, o período que antecede ao seu aniversário, que, ocasionalmente, causa falta de energia.
é, não tenho tido nem mesmo pra ver os mais queridos amigos, ou pra ir ao cinema, ou pra resolver questões e tomar decisões... nada agora, não, por enquanto.
até quis conversar, pensei em pessoas, visualizei números, casos, fatos... não, não havia ninguém, ninguém naquele momento...
só uma pessoa poderia me falar, aquela que consegue me enxergar de longe, me olhar no escuro, que me faz ser humana ao extremo e me faz ver que eu sou ela e ela sou eu.
e, essa pessoa, é a única que eu não posso conversar, mas que converso todos os dias.
voltei!
os gatos, são 4, correm pela casa, agora maiores e mais gordos, os primos, todos organizados em torno da matriarca, se acumulam no videogame...
um ou outro faz origami, coisa que eu implantei nessa casa...
eu, bem, sou boa de começar os processos...
agora, nesse momento, vou flutuar mais um pouco, antes que os 28 cheguem, depois os 30, depois os 40, os 50, os 60 e eu, talvez, não me lembre como flutuar... ou flutue demais, tanto que desapareça no espaço, vire poeira estelar...
mas aí, aí vai ser bom...
uma outra coisa...
e Joana e Chico vão amigar o X, dados os fatos, nove gatos nos esperam pro jantar.
Amanhã cedo o diálogo da cúpula interplanetária vai decidir se adota ou abole:
natal sem carne na avenida paulista!
eu estaria...
esperaria de vermelho com bolas brancas, vc passar na sua bicicleta, compenetrado e distraído... quase sério, quase ar...
na livraria, aos goles de café, me esconderia por detrás daquele livro de Jung que te trouxe problemas e soluções, leria ele com certo deleite, nos específicos trechos e te mostraria de longe que a vida se repete entre nós, e que eu te conheço tão bem.
Bem aquela nossa cumplicidade de alma-gêmea... não sei porquê da gente perder tanto tempo, devíamos casar ontem mesmo, cada um na sua casa, mas, juntos, como devemos ficar.
Seus olhos verdes trariam a tranquilidade das matas que não estavam perto e os meus castanhos, da terra mãe.
Na esquina com a Consolação, depois de muito motim e piquete, a gente daria aquele beijo do fôlego, ou da falta dele...
Porque um dia vc disse que é ensurdecedor o que eu digo...
e eu disse que tuas palavras eram o Prana...
no amarelo, no cor de rosa e azul, a gente dançaria unidos, juntos como dois seres acasalados, dois animais felizes...
e fico aqui a ficcionar e anoitecer, a acordar e amanhecer, a esperar e entardecer...
dia após dia...
em busca do pote de ouro atrás do arco-íris.
Ilha Grande, lá vou eu!
4 comentários:
Não sei nada de astrologia, apenas sei que sou escorpião com ascendente em peixes!
Natal sem carne! Viva!
também vivo a espera do pote de ouro atrás do arco-íris.
Hoje fez chuva com sol.
Você viu?
Só não vi se teve arco-íris
nem pote de ouro.
Ilha Grande é mesmo
um pedacinho de paraíso.
Deve ser duplicada a sensação
de aniversariar por essas épocas.
Sem aniversariar já me causa
um monte de variações e instabilidades.
Mas isso também passará.
É engraçado.
Escárnios Curtidores.
Vida caramujo, ora se mostra, maior parte do tempo recolhida.
Rasteja vagando e devora as horas, territorializa-se vagarosamente.
Signo: Escargot;
Ascendente em concha fractal;
Luar infinito, como G: Constelação do céu da boca do inferno.
Caraca: dias caracóis festivos.
Natal de todo dia, nasce lesma e morre concha.
coisas tão sinceras sempre são tão lindas.
uma flor do meu para o seu coração
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