Oito velas. Chamas que oscilam, buscam ar, ardor.
Inebriada de palavras, gestos, desejos: a noite de ontem...
De hoje,o dia: angústia, ressaca, dúvidas, receios...
Pra quê complicar o que é tão simples?
Mania besta, mais do que surto e compulsão - estupidez atávica que deve ir embora.
E por que, por que mesmo não há possibilidade de inventar, criar, superar?
Cansei. Cansei das neuras, Cansei dos amores que não deram. Cansei das coisas que magoaram, das dores, dos rancores, dos pavores.
Quero olhar o sol e achar bonito isso. Ver o dia, mas não florear o que não há de ser flor. Enfrentar a realidade sem que ela seja tão dolorida e, necessariamente, entorpecida por causa da dor que não se quer ver de perto.
Olhar nos olhos é algo profundo. Consegues, homem apaixonado, olhar nos meus olhos? Consegues não temer nada? Não querer nada- além do hoje?
Esquecer-se absurdamente de si e viver só o agora intensamente, mas sem doar-se ao outro a tal ponto de já não mais existir em nenhum poro, sem sombra.
É muita fantasia o que perturba a cabeça das mentes mais “insanas”.
Vamos “cair na real” ?
Eu, comigo.
Você, contigo.
Depois, talvez depois disso, um alô de longe se possa dar.
E, quem sabe devagar, uma aproximação nova.
Sem dor, sem culpa, sem espera.
Eu queria, mesmo que fora de mim, olhar pra vida e fazer as coisas, queria me despedir dessa paralisia e criar.
Sair dos moldes. Desatar o nó, cortar o cordão. Tchau, pai. Foda-se tudo isso.
Viva tudo isso.
Mas sou eu quem digo.
Sou eu quem digo.
4 comentários:
olha a revolta heim!
ham! ^~
brincadeira
já disse... viva... sem muros
;)
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