28 de jul. de 2009

Sem resposta

Ela sou eu, eu sou ele, ele somos nós.
E todos os tempos: passado, futuro e possíveis - só dizem de um incansável presente.
Eu queria ser menos torto, menos morto, menos coito.
E o hoje já não é mais agora, nem talvez.
Se quedou no ontem aquela brisa, aquele calor.
Te esperei nas esquinas.
Te segurei pelas mãos.
Te ajudei a andar.
E o agora?
Detenho-me nas boas perguntas.
Não quero resposta.
Foi colorido o nosso amor.
Foi.
E foi-se.
Foice?

2 comentários:

Carla disse...

Olá! E então me deparo com uma despedida aqui, logo agora que acabo de me despedir de Ícaro. Isso, aliás, me faz pensar na estranhza da escrita que invento: as musas persistem em mim e convivem juntas. Dos homens-quase-amantes, os raros que nascem, eu sempre acabo me despedindo.

Sobre a sua não-resposta/despedida: linda! Com a foice, tudo se esvai.

Odradek disse...

Ai............O que dói em vc, dói em mim também.