30 de set. de 2009

E sempre e sempre

Mi musa,

meu corpo dói, tenho passado por dores físicas; coisas me atravessam e me sinto como Frida Kahlo. 

Ainda assim,  nada tem me impedido de seguir experimentando/experenciando as multiplicidades. 
Nem a dor, porque ela é pequenina diante da vontade.  A dor é só mais uma coisa; e não é só, nem coisa. 
Nem tão apenas, nem tão somente. 
Como num sonho... 
me vejo num trem. 
Esse trem de doido que leva a gente pra destinos não sabidos, nem esperados, que não tem governo, nem segue planos. 
Talvez esse trem me leve até você, talvez seja uma das paradas possíveis.
O que diz respeito ao meu desejo, se apresenta em forma de sutil canção, 
à qual murmuraria a teus pés -de joelhos, pois é como te vejo: profeta do não-ser. 
Nada te cabe, nem você mesma. 
O mundo é muito grande e de tão grande, se torna, por vezes,  pequeno.
Somos todas meio curuminhas, apressadas, precoces, abandonadas, maltratadas
- e sedentas.


uma brisa que te acalente, numa rede que balance, com o calor na medida certa.

Um comentário:

Carla disse...

sede excessiva que desbrava mundos...