Preciso dar voz a isto.
Essa coisa invísível que causa desestabilidade e pulsões.
Preciso pôr as palavras a serviço de um ser que não tem nome, nem consciência - que é devir.
Preciso deixar fluirem as inquietações todas.
E, tomara(!), que elas se encontrem com outras, se misturem.
Preciso ser palhaço e trabalhar com o imprevisto, na corda-bamba da incerteza, equilibrando com a instabilidade.
Preciso sorver do prana, do ar da vida, me inspirar de mundo pra que ele entre todo pra dentro de mim.
E quando eu o puser pra fora, sairá todo outro, todo eu. Sairei com ele, também eu.
Só restará aqui dentro o que não está moldado, nem tem nome, regras ou endereço.
Preciso me conectar com isto, que não tem forma, nem se vê, e está incrivelmente forte e presente em todos os espaços.
2 comentários:
A voz do invisível, a voz do impalpável, a voz que não é humana, que medo! que vontade!
Zi,
há um calafrio que me toma correndo pela espínha como um vento.
Um ruído cifrado que corre por baixo das terras fazendo crescer as árvores.quando enlouqueço,você é o perfume que me acalenta no balançar da rede do tempo.
Te trago comigo, mas te quero mais e perto.
Abraço forte
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