Era tempo de criar um outro tempo, precisava, necessitava - tudo ia tão mal, tão diferente daquilo que idealizara, que já era passada a hora de inventar um outro estado, uma nova lógica - entender as coisas de outra forma e dar forma nova as coisas outras que surgiam inesperadas e velozes.
Não sabia se aguentaria, se iria aguentar, mas dizem: " deus não dá um fardo maior do que tu aguentas"... deus, o que eu posso? eu, o que eu posso? mundo, o que eu posso? até onde posso? por que não poderia? o que me atrela ao nada de não saber de mim e do outro e do outrinho? mas não saber é bom, andar perdido é bom, tudo é bom, no final...
e no final, de uma forma ou de outra, a gente encontra um caminho... a gente faz um caminho...
se o sonho dourado fosse um mar de rosas, a vida, muito provavelmente, não teria graça - e há graça na desgraça. Por que não?
e há mesmo um final ou estamos sempre criando um caminho?
que haja força pra criar um bom caminho, que enriqueça, que traga luz e força!
que haja - e desejando há de haver!
Um comentário:
O sol se levanta mais uma vez num dia de azul rasgado em Vitória. A manhã de fevereiro não dá trégua ao azul estonteante e o dia será, será mais um dia de desejos de sombras. Mas já agora encontro o frescor nessas palavras que leio logo cedo, obrigado, tão lindas, há em cada linha uma sinceridade com a vida, cara a cara, dita sem machucar que ajuda a ir, ir pra luta de "criar um outro tempo".
Beijo
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