8 de mai. de 2007

Entrando na dança

Barbarela,
o que eu faço de diferente qdo não estou na frente do computador?
Devo me restringir à pergunta ou ir a oq ocasionou o surgimento desta?
A vida das pessoas, hoje em dia, se transformou nisso, não é?
Somos, em sua grande minoria computadorizada e internetizada, uns dependentes desta máquina,
às vezes adorável, mas, em suma um pé-no-saco.
Deixamos de ser os protagonistas atuantes de nossas próprias histórias e nos embrenhamos de vez
nas vicissitudes do mundinho virtual.
Relacionamentos começam e terminam pela internet, assim como amizades,
empregos, entre tantas outras variações elevadas à décima potência das coisas virtuaiszísticas.
Até onde a tecnologia vai substituir o calor, a proximidade e o aconchego das relações baseadas no contato?
Isso não sei, só sei q a cada momento, a cada dia, tenho mais e mais vontade de sumir, largar tudo isso, toda essa dependência etérea -tecnológica e mandar tudo p/ aquele lugar.
Isso não é uma verdade absoluta sobre o assunto, só o meu ponto-de-vista momentâneo da coisa.
Hoje de manhã, por exemplo, acordei com o cantar dos pássaros, dormi na casa de uma grande amiga q mora no meio do mato, e foi muito revitalizador me sentir tão próxima da natureza. É tão estranho como isso soa estranho pra nós, habitantes das selvas de concreto. Eu ainda moro numa roça urbanizada, e vc? E os paulistas?
Se eu encontrasse alguém tão louco qto eu, tão, como dizem uns: “bicho-grilo”, cansado de tudo isso, acho q juntava meus trapinhos e desistia de todos esses aparatos tecnológicos, ia vender qq coisa manufaturada nas praças dos interiores da vida.
Acho q não sei dizer, não sei responder à sua pergunta com exatidão. Talvez eu esteja muito perdida pra responder a qualquer pergunta. Nos meus últimos textos, notei q a palavra perdido(a) aparece várias vezes, pode ser um sinal. De fato, gosto desta perdição, não quero fórmulas pra resolvê-la ou análises pueris. 
Bem, oq tenho feito?
Me aventurado pelo trânsito de Vitória, acho q oq mais tenho feito é dirigir, fico pra um lado e pra outro. Tenho cuidado dos meus avós, q adoeceram ao mesmo tempo, mas já tão melhores agora, não se preocupe. Tenho enrolado as pessoas q me pedem opiniões sobre alguma coisa, ou me pedem efetivamente alguma coisa. Tenho me desesperado sem dinheiro nesse lugarzinho de quinta, mas isso já virou clichê em minha boca. Tenho saído com pessoas novas, conhecido gente nova daqui.
Tenho saído com pessoas velhas, uma releitura.
Tenho comido bastante besteira, especialmente pastel de siri e cerveja.
Me matriculei na academia, mas ainda não tive coragem de começar. Tenho feito massagens estéticas (hahahaha), é verdade, pode rir, eu deixo.
Tenho lido mais sobre os regimes socialistas, protelado uma obra resumida do capital, folheado realismo fantástico. Visto alguns filmes. Transado relativamente bem, obrigada. Conheci um cara, uma pessoa fantástica, um absurdo de engraçado, chega até ser forçado em alguns momentos, mas muito astral.
Tenho sido convidada pra participar de coisas q nunca rolam, tenho tido q endurecer meu coração mole p/ não comer reggae pros outros, como de costume. Tenho ficado mais radical, mais briguenta, menos faladeira. Tenho evitado debates e discussões, sei q vc adora. Tenho morrido de saudades de tantas coisas da minha vida: dela em salvador(?!), da passagem por aí(!!!), da efemeridade de Tiradentes, inesquecível(!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), dos amigos, lugares, amantes, experiências, pessoas, tudo, tudo, tudo. Muito nostálgica, oras mais, oras menos. Ainda espero um poeta, ainda quero, apesar de desacreditá-la, um pouquinho de felicidade q seja.
Cansei das pessoas “simpáticas”, aqueles tipos q falam com vc qdo dá na telha ou qdo precisam. Aqui em Vitória... muitos.
Começo a ser indiferente a eles -sei q nossa essência é essencialmente distinta. (hahaha)
Penso em daqui um tempinho sair fora, p/ sumpaulo ou praí, pertinho de vc.
Não sei, Bab’s, prefiro falar do futuro do que desse presente chato, maçante, q me azucrina.
Tenho q arrumar alguma coisa, ou então enlouqueço de vez.
Tem q ser algo q me dê mobilidade, já não agüento ficar parada.
Bem, é isso, é isso, é isso...
No mais, tudo bem. Tenho saúde, ainda um pouco de sanidade mental, bebo muito café, muita bebida alcoólica, belisco bastante, fui à nutricionista, só falta pagar a conta. (hehehe)

Depois de todo esse doc-ficção aí acima, reitero que apesar dos pesares as coisas vão se ajeitando. Algumas pessoas acham q eu sou amargurada, até já falaram - dentro de um conceito q eu acho um pouco maniqueísta- q eu tenho um pouco de ruindade por dentro. Acredito q essa BRINCADEIRA, uma espécie de auto-análise, não passe disso. Portanto, meu recado pra os desavisados é:
nada sério.
é tudo fake.
tudo uma espécie de tosco-estilo.
é um saco ter q colocar legenda e ser didático, além de empobrecedor. Só q em alguns casos, se faz necessário.

Então, pra quem quiser continuar a brincadeira, a pergunta é:

O que vc faz qdo não tá com a bunda presa na frente do pc?




Um comentário:

Anônimo disse...

Bjo grande!