Acordei: "Age of Aquarius".
Memórias infantis permanecem
ainda hoje
espécie de dispositivo - felicidade instantânea.
Infalível e um pouco estúpida certeza;
atualmente
entendo The mamas and papas.
Sensorial, sinestésico.
Viajar na borda
ou
fora dela.
E
esse papo já tá qualquer coisa,
falta inspiração - transpiração
meras palavras
bobas
jogadas ao léu,
tentativa dissimulada de
obter algo que seja espremido.
Tricoteio para criar novas outras tramas
em vida, ou, na vida.
Dança, dança doida e visceral
remete tudo àquilo,
aquilo mesmo.
E que se danem, ou se fodam
todo o resto.
O lirismo do cacete me impede de ser sórdida
qdo devo.
Liricamente sórdida.
Estupidamente capaz.
Vamos!
Já não se pode ou deve esperar por qualquer coisa:
é hora de agir, meu caro rapaz!
Tonteio no intuito de achar concentração.
Quase caio.
Essa multiplicidade fragmentada e simbólica
esquizofrênica e anarquista.
O que houve?
O que haverá?
Acho que já não dou conta
ou talvez
dê.
Mas não sei se quero
ou posso.
Os dias passeiam iguais,
mas sinto, existe algo de diferente.
Qualquer faísca muda,
muda.
Muda.
Emudeço?
Deveria permanecer calada na falta de algo
a dizer.
Respeitar e saudar o que é tão difícil:
o silêncio daqui.
Um dia eu naufraguei,
e parece, que, inevitavelmente,
caminho, ou nado
pra outro
próximo
ou o mesmo
naufrágio.
Me joga uma bóia?
e me manda um mp3/4/5 à prova d'água, com
aquela musiquinha.
Talvez seja legal.
Talvez.
2 comentários:
As respostas nos chegam desprevinidas do canal que as esperam. Nos surpreendem quando mantemos olhos atentos aos pequenos... detalhes... grandes passagens... mensagens... portais que ativamos e lá se vamos, lavando-nos, lavrando-nos, livrando-nos, nos colocando nus... em palavras e gestos, em conexões extemporâneas, inventando novos tempos e ritmos... nos perdendo e nos achando... e nos achando para novamente nos perder... encontrando pelo caminho pedrinhas brilhantes, que ao cintilarem aos nossos olhos já serão nossas pedrinhas de sorte, nossos talismãs que nos acompanharão seja qual vereda decidimos trilhar...
feitos de acasos encontrados numa noite num boteco, que prosseguem em algum momento à beira do mar e que, se sabe, haverá novos espaços para espalhar-se, ampliando o sentido e intensificando o brilho dos olhos... casos de intimidade que torna desnecessário os nomes e conceitos...
Estou bem, amiga... com saudade de tu! adoro ler suas palavras, e sentir o convite que delas emana, convite a se desprender... mulher tão bunita, espera-me que eu volto!!!
Gostei muito deste... faz eco ao descontentamento generalizado em que vivemos...
"me joga uma boia", também??!
Postar um comentário