8 de abr. de 2008

Isso é tudo. Tudo isso?

Um sujeito me perguntou quem sou eu, por um momento, fiquei apática:
“mas afinal, quem sou eu?”- pensei. E num átimo percebi quem eu poderia estar.
Talvez eu esteja aquela que desencanta e desconstrói, aquela que desfaz, que tanto faz.
Talvez eu esteja a negação e a aceitação, a força da fragilidade, o ocaso do começo, o caos criativo, o processo de todo dia. A melancolia feliz, o doce abandono, o presente desencanto.
Um dia, um dia.
Hei de erguer pontes, hei de derrubar muralhas, hei de acreditar em mim e na potencialidade de encontros que, às vezes, desencontram de tanta força.
Hei de duvidar sempre, hei de acreditar sempre, hei de creditar sempre.
Por que tudo é tão complicado no mundo fantástico de seres abstratos que seriam concretos?
O que teria que ser feito pra que existisse algum tipo de conexão real, forte, realizante? Queria sentir mais. Queria sentir elevado ao infinito.
Essa falta de sensação me deixa tonta e cansada.
Um animal age por instinto, mas nós, seres humanos tão parnasianos de si, nós temos aquela estúpida certeza subentendida de racionalizar tudo. E aí? Até onde vão esses pensamentos e paranóias infinitas? Os cálculos e o cientificismo, que, em boa medida e na maior parte do tempo, destroem o que é flor.
Queria brotar e fluir no espaço sem medo.
Sem medo.
Por isso eu digo, só mais uma vez: estamos, não é? Estamos.
Ou será que seríamos alguma coisa qualquer?

Um comentário:

Anônimo disse...

"Um animal age por instinto, mas nós, seres humanos tão parnasianos de si, nós temos aquela estúpida certeza subentendida de racionalizar tudo."

é, pode ser.