6 de jun. de 2008

Sobre dragões de minh'alma

De você eu quero tudo e mais um pouco.

De você...

eu espero.

Acordou com a leveza da brisa a tocar sua pele arrepiada, que transbordava lembranças daquela noite sem dor. Sorridente e esperançosa, com a sensação de amar demais.
Acordou; sem medo de enfrentar o que quer que fosse, a quem quer que fosse.
Faria tudo pelo amor.

Faria de tudo:

o amor.

Desejava mais e mais o corpo que a possuiu pela última vez, sabia que se guardaria, como um templo sagrado, para aquele que mais a sabia louvar.

Amava, e já sem medo e sem dor. Só sabia se saber amante, amando, sorvendo cada gotícula de desejo, de paixão - daquele amor dragão.
E o que queria da vida era pouco, quase nada. Queria a felicidade como o mais simples dos humanos, com uma surpreendente humanidade.

E quando olhava pro vento, algo lhe tomava de arrombo os pensamentos e sentidos, seguia através da intuição sua, que costumava não falhar. Fez um feitiço, acendeu uma vela, velou o retrato dele. Diástole em espiral ascendente; voa, voa. Vai até lá, até ele. E faz meu, aquele coração.

De tudo só queria uma vela, pra acender pra ele e orar a prece dos amantes que nunca se esquecem do amor que ficou. O santo. O ícone do dragão. Velar aquele amor de ontem, de gostosuras peculiares e específicas: Só nossas.
(Sem saber): ele possui todas as suas chaves.

E o reinado dele está garantido. O rei assumiu sua coroa, desposou a rainha e tudo ficou certo por longas e longas gerações.

REviraVOLTA:

À espera do guerreiro, Morgana morreu de dor. Eu só quero a sua flecha certeira cravada em meu coração. Eu só quero o seu amor incerto e vagabundo cravejado em minhas veias. Respirar os anseios, as expectativas, especulações, desejos, ciúmes, intrigas, tesões. Viver sem culpa o que é sentido, o que toca. Semente pura de amor. Bailar na chuva e deixar o universo conduzir. Escutar o canto dos pássaros, o grito do vento, o calor do fogo.

Espero.

Envio, em pensamentos, o meu amor, mas não todo, que é pra você querer mais.

Envio.

Envio: a paz e o axé. (Que só na Bahia!)

E clamo, chamo, espero, solicito, grito:
Dragão, vem e te mostra.

Sabes que nada quero;

só você.

4 comentários:

Priscila Milanez disse...

nossa, quanto desejo! Forte, intenso!

Odradek disse...

Eu sinto sinto isso, e sinto você.

Anônimo disse...

Essas coisas são engraçadas...rs...
Eu me arrepiei quando li. Não são só as palavras. Eu qeu sou pragmático comecei a sentir sem usar a cabeça, e realmente, não são só as palavras.

Se Cuida sempre Paôlita Bonita!
Um beijo de Vento.

Felipe disse...

uau! esses desejos mambembes...
como se "só" fosse pouca coisa