5 de ago. de 2008

Decodificando o humano

I

Faz tempo... algum tempo, agora.
Sim...
Não vi nenhum show, não ouvi você tocar.
Um dia, um dia mesmo como outro qualquer,
onde nada acontece, quando nada se espera...
se, como disses, tiver um dedo, dois ou três do... destino (?)
pode ser... daqui a um ano, dois, três...
ou nunca mais...
ou virtuais...

já faz um tempo...
estamos...
Boas coisas aconteceram, acontecem...
estamos, ainda...
por aí.
Voando pelo mundo...
Pavões...
livres em seus próprios ideais.
Livres de seus próprios...

II

Logo, seja, sim! Então, aquele humano, sejamos!
O mesmo humano que passa, aos poucos, por fases ...evoluções(?)
Sejamos energias, e em dado momento, personifiquemo-nos.
Eis que aqui estou, estamos...
ainda humanos. Ainda não humanos. Um tanto desumanos.
Podemos, então, ser apenas estímulos virtuais.
Podemos!
Frutos de um descontrole qualquer que faz com que bits de dados sejam transformados em letras igualmente... virtuais.

III

DESCONTROLE!
Há, então, a necessidade de um controle previamente estabelecido?
Isso...
Cada novo passo me surpreende...
Sei pouco, quase nada.
Linhas e entrelinhas.
Pique-esconde, gato e rato.
CABRA-CEGA:
sei te reconhecer, mesmo no escuro.
Perdeu a graça?
Prefere, AINDA, o breu?
Pois saiba, fez-se crepúsculo.
E eu já superei aquele medo de Maria Bethânia.
Sei pouco, ainda.
E ...
sigo sem muito querer, sem nada querer...
respondo...
estímulos tocam-me mais que certas carícias...
não sejamos.
Estamos.
Estátuas? Não!
Movimento? Sim!
O livro das mutações.


IV

Linda trilha sonora deixou de presente, sabe fazer essas coisas.
Anteontem à noite, conheci um iraniano, no café onde fui responder sua última carta.
Mora aqui, como eu; um aventureiro de passagem... sem compromisso e apego, como eu...
foi uma conversa acalorada sobre política e vegetarianismo... pode imaginar um pouco, né?
Percebo que, como disse, tudo faz sentido; sem esforço, tudo faz sentido.
Tenho visto alguns filmes bons por aqui:
*“ A culpa é de Fidel” - gostei bastante.
*“O escafandro e a borboleta”, bom, tb.
Me passa uma nova trilha sonora. Gosto do teu gosto... Sabe, essa dualidade, e tudo isso que não sei nominar, não sei significar... essa mistura doida... Somos assim? Estamos? Saber? Pra quê? E ainda querer saber, mesmo assim...
Um tanto confusos... Gosto dos seus comentários, vc tem razão qto a esses jogos, são apenas eles... jogos por jogos, sem outras finalidades, apenas essa: Jogos... Jogos? Jogos!

Vamos lá?

Proponho: arrume uma nova forma de se comunicar comigo.
Como em Véronique, uma carta sem remetente, sem carta... uma linha, uma fita, um cd, um jogo. Jogo? Voltamos: Outro, como outro qualquer. Ou, outro, um jogo especial.

Voilá

2 comentários:

Anônimo disse...

Tanto a refletir... Tantas linhas que poderiam ser minhas. Por um fração de segundos... e se não fosse as cores mais claras, diria que estaria no meu canto, onde guardos frases e estimulos virtuais dos quais, talvez não saiba, já esteve presente. Passou sem ao menos sentir que esteve tão proxima. E a cada linha... mais uma vez repito.. assusto-me! NÃO PODE SER!
Como, a senhorita poderia ao menos tentar uma explicação não tão subjetiva quanto as zilhões que imagino?
O meu é um pouco mais escuro... minha politica pode ser um pouco mais para a esquerda ou para a direita... o meu vegetarianismo pode ser pela saúde do que pelos animais... minhas palavras podem fazer mais ou menos sentidos... Mas o fato é que isso faz com que as cores sejam o de menos. Que as politicas deixem de ser importantes e a dieta seja simplesmente esquecida para seguirmos somente a ética, seguido disso... que faz sentido.
Ahhh feliz da Amundsen que recebia as tais cartas. Gosto igualmente.
Mas jogo por jogo... talvez eu esteja burlando certas regras das quais eu mesmo um dia concordei e pensei serem coerentes.
Estou sentindo-me estranho, pois linha sobre linha... mais consigo enxergar.

Anônimo disse...

Eu não conseguiria dormir sem que eu soubesse que eu havia compartilhado isso:

http://www.youtube.com/watch?v=jV0VWNv9mas