havia um brinco caído no chão.
uma estrela?
qualquer coisa semelhante a isso.
Havia, também, duas panelas feitas de lata de refrigerante.
Duas velas vermelhas, três tartarugas, um palhaço, uma carranca, dois corações, a morte virtual, um jacaré de plástico, um ninja e um nome.
Tudo disposto, sem muito pensar, nas prateleiras daquele quarto.
Patuás da Bahia, lembranças que vieram de outras terras saudosas.
Saudosismo de Gal. Vida dupla, dupla cara, múltiplas personalidades... ele tinha...
havia, ainda, uma ovelha, que carregava dentro de si o vazio de não ter nenhuma música.
e os potes, compotes... roupas, livros, cabos, pinturas...
havia...
havia sim.
E muito mais, tudo escondido naquele quarto, naquela casa.
Do outro lado da rua, alguns moradores tristes choravam seus dias nas calçadas...
eu, do alto de minha janela segura de grades, observava... apática?
havia tanto desamor...
havia o vento, o mar, a bicicleta roxa, a menina bonita, os rapazes charmosos dos festivais, os amigos efêmeros, as farras adiadas, as farras vividas...
havia a novelinha, a produtora, os e-mails, as cartas, vivências e mais vidas a seguir... e o que mais?
havia uma sombra...
e aquela necessidade nossa de não se deixar levar pelas impressões.
2 comentários:
e aquela outra vontade de se deixar levar...
Muito bom compartilharmos nosso Domingo... bjos
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