4 de ago. de 2008

Humanizando

Lá de casa dá pra ouvir os sinos da igreja.
Eu não sei por quê, mas gosto do som do repicar dos sinos.
Lá tem ,tb, um chuveiro lindo, ao ar livre, totalmente privado; toma-se banho olhando as estrelas sem que ninguém incomode.
Tenho um cágado e uma gata, tomo chá e leio livros.
Meditações e sensações.
Conheço e sou conhecida.
E assim tem sido... e desse jeito tenho estado.
Em qualquer parte do mundo podemos ser qualquer coisa...
criar, fazer, acreditar.
Assim tem sido.
Gosto de cartas, missivas que chegam como um acolhimento.
Segurança é algo que me assusta; penso nela como uma ilusão boa, que cega e maltrata.
E como é bom esse frio gostoso que percorre nosso corpo e sentidos...
e será que não é da insegurança que ele vem?
Gosto muito de borboletas...
elas não podem ser presas, senão morrem...
liberdade, algo que apreendo....
dói um pouco, mas é imensamente bom qdo se sente a totalidade do ser livre.
Mando-te daqui um alento, um sopro, uma brisa.

Seja quem for...
quem está...
quem?
será mesmo importante isso?
e eu...
bem, gosto desses mistérios que atiçam e insinuam...
me conte um pouco dessas terras aí, gosto de notícias que vêm de longe.


Um abraço.

Um comentário:

Anônimo disse...

A segurança pode então ser fruto apenas de uma imaginação, e o que, pelo visto, apenas foi. Sendo ela um destino.. um algo a se consquistar, mas talvez jamais um ponto final.
Das terras que podem ser ou não tão distantes, apenas consigo entender todo esse sentido, e fazer dele razão mais uma para voltar a escrever, e sacar logo no momento seguinte... o sopro dado... que talvez tenha sido o que fez chover no ultimo dia... E o que tem feito limpar todo o céu das mesmas tempestades...
Das ruas, construo toda a minha vontade de ainda estar por aqui. Mas desses momentos é que realmente construo a minha propria vida.
E assim como na idade que se dizia média, o conhecimento oportuno de uma personalidade, sinceramente... é a que menos importa.
Imaginei ancoras... mas eram flores!