Um pouco mais pra cá, menos, pra lá.
Ousadia mutante intransponível.
Giz –de- cera e furta-cor.
Tudo no ocaso,
do arco-íris.
De lilás se fez a vida e de roxa, a flor.
Eu andava, às vezes, de bicicleta,
Jogava pedal no charme das 5.
Era um puro ar romântico-francês.
Cagava limão e engolia borboleta.
Me fiz de nova, pra esconder a velhice.
Depois de rever o pote de ouro,
o outro passou por baixo do arco-íris;
anaozinho fez sapo na luz;
do dia que fez noite... ao amanhecer ardente.
Já não era sem tempo.
E do tempo pouco sabia.
Não me interessava tantos preceitos.
Partiria de novo,
Sem certeza...
E se fez dia.
E virou noite.
O jacaré tava miando
Na lagoa do rio.
Rio de Janeiro
E São Salvador.
O corcovado me persegue,
Dei um tiro no rabo do tatu,
Quem caiu foi tu.
Ó, céus, me mandem um pára-quedas...
Minha bunda já ta roxa!
2 comentários:
Quanta inspiração! a fonte deve ser boa... (rs)
1000 beijos!
(...)
é apenas muito mais do que eu poderia te dizer
(...)
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