E ela que era de lua, inventava, agora, amar demais.
Selava as janelas.
Fechava as portas.
Descortinava aquela sensação.
Desobstruía o amor.
O amor.
E seguia...
leve, leve e apegada...
mais uma vez,
uma outra vez...
foi pêga pelo pé.
E já não se incomodava...
agora tinha um projeto de vida
e todo o tesão.
Sorria ao ouvir a voz,
sorria ao sentir a pele,
sorria ao sentir...
não conseguia, não mais sorrir.
E amava a Pêra, aquela que ficou na fruteira, mas não estragou.
Grande Lua magnética. Grande Mago.
Viva, viva!
Viva!
Um brinde ao amor!
E aquele amor mambembe,
aquele amor ardido,
fogo em chamas,
brasa acesa,
oceano transbordante,
espelho assimétrico,
casa, em cassa.
amor que compartilha,
amor que vibra,
dói,
chora,
pensa,
tem história,
tem sentença,
não acaba.
Leal!
E grandioso por demais!
Logo ela...
Logo ela...
Ela, que era do vento, inventava nele uma nova morada.
Fixava, apertava, fundia.
e acima de tudo...
amava.
2 comentários:
Lindo, Zilá!
Como tudo o que vem da flor...
De flor, em flor.
Je t'aime, mon cherry!
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