Uma coisa era certa...
Havia algo de muito estranho no ar...
E em tudo que foi dito.
Aquele tal humano, não parecia ser um humano qualquer,
quando se direcionava a ela, trazia em toda a sua essência
a marca inequívoca de um passado compartilhado...
Mas então veio a revelação.
E a negação.
Ela não chegou a ficar surpresa, achava mesmo que se fosse o tal humano
que ela acreditava ser, muito provavelmente este não assumiria sua
identidade; mas ela ainda sentia algo de estranho nesse humano revelado.
E ela continuava a pressentir:
Ele a conhecia.
Isso estava bem claro...
Não se sabe como, nem de onde...
e isso a deixava ainda mais intrigada.
Esse humano começava ter um dom divertido de ubiqüidade...
Poderia ter entrado no elevador com ela,ainda hoje, ou, até mesmo, ter-lhe entregado o troco do pão, pro lanche da tarde.
Mas sabe lá, ela o sentia mais visceral...
Ele já estava do lado de dentro, sem nem sequer se dar conta.
Como, se por milagre ou loucura do destino,
de uma forma ou de outra, esse espaço humano sempre tivesse habitado nela, intrínseco e imanente.
E todo aquele fogo que lhe subia pelas pernas a contornar as estrelas...
Todo aquele fogo desembocava nos fabulosos quadris,
indo ao encontro de todo universo.
Foi um tal de humano que lhe desconcertou.
Foi um tal de humano.
Não um humano qualquer.
The end
a seguir...
cenas do próximo capítulo
novela humana...
no último episódio de humanos... tchan tchan tchan tchan... não perca, querido leitor.
Um comentário:
Somos todos.
Estamos todos aí.
Humanos.
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